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Impacientemente eu acordei na Segunda de manhã do dia 15 de janeiro, era por voltas das 08 horas, já olhando para o relógio e imaginando que o melhor tivesse acontecido. Não escutei nada de diferente, nenhum barulho. Levante e abri a janela do quarto que da de frente para a sua casa. Fiquei ali torcendo para apenas existir o corpo dele, ou que estivesse curado ou pelo menos uma melhora com progresso.
Fui até lá e logo eu ouço gemidos de dores. Era uma segunda feira chuvosa, triste por sinal. Não adiantou nada, meus pedidos foram todos cancelados e ele se encontrava aqui, jogado no chão se chance para se mexer. Minha tia falou que iria sair e que seria para eu aguardar a veterinária. (nesse momento eu já imaginei que ela queria mesmo era não ver os fatos). E de fato ela demorou. Demorou o suficiente para fazer o serviço todo. O que não aconteceu. Era pro voltas das 12:00 e eu com aquela impaciência, queria que tudo se resolvesse logo. Assim foi feito. Minha tia ligou para a Mariana que recebeu a informação que estava agendada para as 14 hrs. Decidi sair e deixar na memória meu cachorrinho me vendo sair de casa pela ultima vez. Quando eu estava na rua, recebi uma ligação que a Dr. Mariana já estava aqui em casa, e esperaria eu chegar para começar a fazer o serviço. Nessa hora eu já pensei comigo “Chegou a hora Daniel, não teve jeito mesmo, vou perder meu amigo”. Vim pra casa com um ar de meio desesperado e já apressei ela a fazer logo o serviço porque essa demora estava me estressando. :-( Ela arrumou as vacinas e lá fui eu para fora ajeitar o Rambo para iniciar o serviço. A principio ela deu a idéia de amarrar ele, mas como eu iria amarrar? Teria que andar um pouco com ele. E o estado dele não estava para isso, desconfiei que ele já estava sabendo do que aconteceria, e ele me olhava com uma cara de “por favor, me ajuda”. Ajudei sim. Como ele estava deitado de lado, apenas subi sobre suas costas e com as pernas segurei o corpo dele e as mãos ficava na cabeça. A Mariana deu a volta pelos fundos e sem ele ver aplicou a injeção para ele dormir. Nesse hora ele latiu muito e logo que acabou a aplicação ela voltou para dentro de casa, e eu fiquei lá com o Rambo. Daí pra frente eu vi o quanto ele foi perdendo o sentido rápido e tentando latir / gemer sua cabeça ficou se mexendo de um lado para o outro. Nessa hora eu me senti um verdadeiro Judas. Eu traí meu amigo e ele pagaria com a vida a minha traição. Eu não agüentei, e tentando me segurar, comecei a chorar, dentro de minutos ele caiu com a cabeça no chão já com os olhos fechados, não demorou muito eu notei a minha tia aos plantos quando ele começou a ter uma “convusão” assim disse a Mariana, eu já achei que ele sofreu um enfarto ou parada cardíaca. Seu olhos se abriram muito que ficou mirado para a sua casa, do tipo de quem estivesse falando. - Daniel, me ajuda, me leva para a minha casa, eu quero ficar lá. Nesse momento minha mãe ligou e minha tia atendeu o telefone daquele jeito, do que passou todo esse clima aqui de casa para a minha mãe. Só fazendo uma pausa, minha mão teve um papel fundamental para esse cachorro. Foi ele que foi buscar ele novinho, foi ela que nos primeiros dias, literalmente dividiu a cama com ele, era novinho e acabara de ser tirado de sua mãe e sozinho nas primeiras noite ele latia muito, não de dor, acredito que de saudade. Antes de eu ser o verdadeiro dono, ele respeitava mais a minha mãe do que eu. Foi a minha mãe que acostumou ele com água e banhos e mais banhos. Putz, minha mãe foi uma mãe para ele também. Mas voltando ao assunto. O telefone foi passado para mim, eu não estava em nenhuma condição de falar nada. De repente a Mariana pegou uma fucinheira com quatro seringas e foi em direção dele. Eu segurei meu cachorro e ele logo aplicou 2 das 4 seringas, do qual ela me falou que ele não estava sentindo mais nenhuma dor. Seu coração já havia parado e sua respiração também. Algumas contrações nos músculos e as outras duas seringas foi aplicada, eu ainda estava tentando me segurar, mas não conseguia mais falar direito. Ela se retirou do local indo para dentro de casa consolar a minha tia. Eu continuei com ele e um carro para de frente de casa. Era os cara que vieram buscar ele. Nesse momento eu passei a mão na cabeça dele, olhei a orelha para ver como estava aquele câncer e apenas olhando pedi desculpas inconscientemente a ele, por desistir assim tão fácil e tão de repente. Eu já não sei se realmente foi bom para ele. E se essa perca de força nas patas, foi um mal jeito na coluna, ou algum osso fraturado, lembra? Ele era gordo e estava sujeito a isso. A Mariana foi embora e me falou que a hora que quisesse seria apenas eu autorizar os cara para levar ele embora. Eu fiquei ali curtindo um pouco mais dele, notei a Sandra e a Juliana lá assistindo também, e por sinal bastante travadas, logo me aparece a Lurdinha. Que vergonha para mim, um baita marmajão chorando. Mas quem falou que homem não chora? Ainda mais nessas condições e por esses fatos. Não era mais saudável ficar vendo ele ali esticado perto do portão que ele tanto tomou conta e agora sem vida. Falei para os caras levar ele embora, e assim fizeram o serviço. Realmente eu vou falar, se eu soubesse que todo o serviço seria feito do jeito que foi, eu teria simplesmente feito igual o Marco Antonio fez. Logo que os caras foi embora a Lurdinha entrou aqui dentro de casa e tentou consolar a minha tia. Eu estava ainda travado e um pouco fora de mim. Eu não tive muito tempo para isso, fui lá e agressivamente conversei com minha tia e consegui fazer ela pelo menos parar de chorar daquele jeito. Dei um copo de água e ele melhorou um pouco. Liguei para a minha mãe para ver o que ele queria e notei que ela estava tão triste quanto a minha tia, corri na casa dela e fiz a mesma coisa. Ta certo que nessas horas, a gente coloca a mão no ombro da pessoa e falo coisas confortáveis para melhorar do tipo - “Ah... ele estava sofrendo, foi melhor para ele”, eu não tinha muito tempo para isso, porque eu também não estava em condições, então eu tinha que agir bem rápido e assim conseguir os devidos resultados. Voltei pra casa e minha tia estava lavando o quintal. Bom, daí pra frente até as 01:00 eu já não lembro de mais nada. Só resalto esse horário porque eu cheguei em casa e abri o portão e do lado de dentro já não tinha mais ninguém querendo dar um role na rua. Fiquei ali na calçada um pouco lembrando dele e de sábado quando eu deixei ele tentar dar sua ultima volta da vida. Entrei pra casa e dormir. Já no outro dia tentei já levar a vida normal, e com o computador ligado, a campanhia tocou e eu fiquei esperando ele (Rambo) sair latindo rumo ao portão. (essa foi a primeira vez que realmente eu senti falta). Das outras vezes que me cai na lembrança é quando chega gente aqui em casa ou então quando o portão está ali aberto com a total liberdade de sair para um role básico dele. Não tem mais Negão, não tem mais hora do almoço, não tem mais banho, ninguém aqui da rua vai ficar com medo, tudo agora é só lembranças e passado. Eu queria assistir alguns filmes pequenos que eu tenho dele aqui guardado mas sinceramente eu não tenho coragem. É foda mesmo... Lamentável. Momento de Raiva. Eu, conversando com um tom de tristeza sobre esses fatos com uma pessoa, quando de repente chega uma outra pessoa, daquelas que fazer piadinhas de tudo quanto é assunto. Espiou um pouco a conversa e logo começou a me zombar por tudo isso. Uma frase que guardei no fundo da alma e não desejando o mal, mas ainda vou usar essa frase em algum momento certo ou errado. “- Você tem que se apegar a coisas que não são materiais”. PUTAQUEPARIU. POR UM ACASO MEU CACHORRO É UM OBJETO? PASSARINHOS SÃO UM OBJETO? O VERME QUE CORROE A MADAME NO CEMITÉRIO É UM OBJETO? TUDO ISSO TEM VIDA E POR TER VIDA NÃO É MAIS UM OBJETO.! Pelo o que eu sei, objeto é aquilo que você coloca ali e se ninguém mexer ele vai ficar o tempo todo ali. Em toda a minha vida eu nunca vi um objeto atacar uma pessoa que entra na minha casa ou que tenta me agredir. Nenhum objeto daria a vida por mim. E como diz uma frase da minha prima, “Essa pessoa não foi feliz no comentário que ela fez”. Eu tinha até uma admiração por ela antes disso, mas que agora eu chego até ter nojo. :-( Que Deus me perdoe e me livre desse pensamentos e se tiver de julgar que de o merecido castigo ou não para essa pessoa. Marco, eu também não sou Deus. E como eu te disse domingo, agora eu sei o que você realmente passou aqueles dias sem o Ariano. :-/ Sinto muito pelas as palavras escritas para as pessoas que não tem nada a ver com esse incidente. Agradeço a todos que junto comigo ficaram tristes e pelos comentários e post de todos os tipo que chegou a mim em forma de conforto. Eu não sabia que meu cachorrinho apesar de tão assim “anti-social” era tão querido. Rambo, Eu te Amo, e você sempre vai está ali na sua casinha e me cobrando aquele banho prometido do dia anterior, ou então aquela caça preocupada da sua bolinha nas intimadas para brincar, das insistentes voltas na rua quando eu chegava bêbado ou triste em casa que eu deixava vc ir até lá longe, livre e solto, do escândalo que você fazia quando passava um carteiro, ou medidor de água ou luz aqui na rua, ou então quando a D. Maria brincava de bater em mim e você, doido de raiva queria pegar ela. Porque você nunca foi um objeto, não é mesmo? NEGÃO... VAGABUNDO... VOLTA PRÁ CASA ESTUPIDO. :~ Easy| 04:07 | Comentários (1) | |
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Eu estou aqui tentando achar palavras do vocabulário mais certas para sentir o que sinto agora... Oh dor... vai embora e deixa-me curtir mais um pouco da vida do meu amigo. Eu amo esse cachorro demais, é educado, bonito, e sempre foi meio gordin, porem bravo. Sempre que eu ver um carteiro, ou um medidor de água e luz, ou até mesmo um veterinário todo de branco, vou me lembrar de você meu cachorrinho.
Meu Deus, interceda por ele em quanto é tempo, mais uma vez, que reserve uma solução digna à quem já tanto sofreu nessa curta vida. Obrigado a todos pelas palavras de conforto relacionado a meu cachorrinho. É a vida né? :-( Easy| 00:36 | Comentários (3) | |
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Feliz Ano Novo... Mas tantos e poucos dias para se colocar em prática todos aqueles planos que tanto queremos realizar. De resto, desejo um ano repleto de alegrias, paz, saúde, muito dinheiro, de muitas viagens, com desafios e muitas conquistas e milhares de sucesso, a todos os leitores, a todos meus amigos, e também aos inimigos. Enfim, que seja um ano abençoado por Deus. É isso ai. Feliz 2007 e... Abraços a todos. Easy| 10:36 | Comentários (1) | |
